Google+

Programe ou seja programado

Você não deveria ter que aprender a programar

Aprender a programar é visto hoje como a chave para construir uma vida bem sucedida.  Mas isso vai na contramão da história. Por que hoje estamos esperando que as pessoas falem com os computadores? Os computadores deveriam aprender a falar a nossa língua em vez disso?

Nos anos 80 e 90, engenheiros construíram produtos para que as pessoas não precisassem "falar a linguagem dos computadores."

A Apple e Microsoft fizeram grandes fortunas com isso, tornando a computação acessível a todos, através de uma experiência de usuário intuitiva e visual. Quando foram fundadas, as pessoas tinham de dominar a linha de comando para usar computadores.

O Mac II e o Windows substituíram a tal linha de comando por uma interface gráfica amigável, o que permitiu que o uso dos computadores se expandisse de apenas alguns especialistas para qualquer pessoa do planeta. Esta é uma tendência geral em tecnologia: tudo se torna mais fácil com o tempo, fazendo com que mais as pessoas possam usar.

A programação não seguiu este caminho ainda.

BASIC, uma das primeiras linguagens de programação, celebrou o seu 56º aniversário em maio passado, e linguagens de programação modernas ainda refletem essa abordagem arquetípica. A forma de programar hoje ainda é digitando texto altamente estruturado - o código - em um editor de código.

Temos que escrever as coisas de modo que seja fácil para o computador analisar, ao invés de ser fácil para os humanos. É verdade, muito tem sido feito para tornar o processo de codificação mais rápido, através de melhores ferramentas de aprendizagem (fóruns como Stack Overflow) e de partilha de códigos (o movimento Open Source). No entanto, e apesar destes esforços, você ainda precisa ser treinado como um engenheiro para construir softwares.

Não podemos imaginar que daqui a 50 anos as pessoas ainda programem como fazemos hoje.

Seria inconcebível. O futuro deve ser um mundo onde a programação seja auto-explicativa, onde as pessoas falem com os computadores para construir softwares. Mas para chegar lá, ferramentas de programação devem primeiro entender a nossa língua.


 

Por exemplo, para ligar um botão vermelho, não devemos ter que escrever um código. Devemos apenas focar no botão e selecionar a cor vermelha. Em vez de falar sobre os conceitos que o computador entende (como variáveis e servidores), ferramentas de programação devem falar sobre coisas que o programador se preocupa como uma imagem ou um plano de fundo.

Isso pode mudar tudo na maneira como vivemos.

Com a programação mais acessível, agricultores poderiam programar robôs para cuidar de forma inteligente de culturas com base nas condições locais do solo;

Professores poderiam construir softwares com base no que aconteceu no dia anterior na sala de aula;

Chefs poderiam configurar sistemas para comprar peixe fresco do mercado local em tempo real, como se estivessem lá pessoalmente.

No entanto, isso não vai acontecer se os agricultores, professores ou chefs tiverem que aprender o código para fazê-lo, porque essa não é sua especialidade.

Em vez disso, as ferramentas de programação devem ser capazes de falar como um chef, a um chef. Ferramentas de software devem ser criadas por seus usuários, porque seus usuários conhecem suas necessidades melhor do que ninguém.

Um engenheiro de software nunca vai saber cozinhar, tão bem como um chef. Ensinar as pessoas como codificar para transformá-los em programadores não é a solução.

Revolucionar a programação é uma das oportunidades mais incríveis do nosso tempo.

Não há um campo onde os computadores não tiveram um grande impacto ainda, e isso é só o começo. Isso é fantástico, pois permite fazer mais com menos.

Mas como chegar lá? Existem duas maneiras. Uma maneira é contar com engenheiros para construir os produtos que irão transformar todo o resto.

Fe fato isso já começou, e é de certa forma preocupante, porque engenheiros de software poderiam ser como uma classe de elite que dominaria nosso mundo e as principais empresas de tecnologia poderiam controlar a forma como vivemos.


 

Pessoas que não sabem como programar, em algum momento se tornariam obsoletas. Pense em taxistas e porque não no UBER. Você acha que eles ainda serão necessários após os carros sem motorista do Google equipados com os motores elétricos da TESLA (porque não? fusões são comuns no mercado corporativo....) começarem a ser produzidos em larga escala? Estamos falando de um monte de gente, mundialmente, centenas de milhões acabariam perdendo seus empregos.

A outra opção é dar o poder de criação para todos.

Em vez de serem consumidores de tecnologia, as pessoas produziriam sua própria tecnologia. Isso desencadearia um enorme potencial econômico, porque o número de pessoas capazes de construir novos produtos e empresas certamente dispararia.

Surgiriam novos empregos e oportunidades para mais pessoas. Também seria importantíssimo capacitar para permitir que as pessoas construíssem suas próprias soluções para seus próprios problemas. É por isso que hoje, fazer a programação acessível a todos é uma oportunidade incrível.  

Com informações do Huffington Post 

 

Gostou desse artigo? Compartilhe!

Topo