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Big Data. A Internet está acabando com as pesquisas de marketing - e isso pode ser muito bom para as empresas.

Big Data. A Internet está acabando com as pesquisas de marketing - e isso pode ser muito bom para as empresas.

Durante décadas, as marcas contaram com pesquisas de mercado para avaliar a opinião dos consumidores sobre produtos e serviços e então poder tomar decisões importantes.

Apesar de ter evoluído de entrevistas com consumidores em lojas e shoppings, passando por pesquisas de telemarketing, até chegar às modernas técnicas de conversão e mensuração de satisfação dos consumidores com ferramentas on-line, a verdade é que a pesquisa de mercado ainda é a melhor forma de validar e justificar decisões importantes para produtos e serviços.

A cerca de oito anos, começaram a surgir preocupações sobre a qualidade das pessoas entrevistadas, e como as mídias sociais decolaram, alguns se atreveram a perguntar se opiniões vindas do meio digital não estavam eliminando a necessidade de pesquisas offline. Alguns especialistas começaram a dizer que as pesquisas acabaram com as campanhas de telemarketing invasivas e repetitivas.

Mesmo assim o setor de pesquisas de mercado offline continuou a prosperar por mais algum tempo - até recentemente. Mas finalmente, as profecias se provaram corretas, e estamos testemunhando o fim dos longos questionários cheios de perguntas enfadonhas.

Mas o que está acontecendo, e por que agora? A resposta está na convergência de algumas tecnologias cruciais: a ubiquidade dos dispositivos móveis, períodos de atenção mais curtos, a enorme disponibilidade de dados, e uma 
nova geração de consumidores que exige transparência e reciprocidade das grandes marcas em tempo real.

Como os telefones celulares e tablets continuam sua marcha para se tornar os primeiros e únicos dispositivos digitais das pessoas, os consumidores estão se tornando cada vez mais intolerantes com pesquisas demoradas, a menos que as questões sejam especificamente direcionadas a eles e mesmo assim, uma ou duas perguntas rápidas, que possam ser visualizadas sem rolar a página e serem respondidas enquanto se espera o elevador.

Não é de surpreender que o Google descobriu isso e está direcionando seus esforços para mensuração de dados de consumo individuais de um público cada vez mais amplo, através de pesquisas rápidas, tanto em desktops quanto em dispositivos móveis.

Mas há uma dinâmica mais ampla nisso tudo: Quem quer ser um mero participante? Como se vê, cada vez menos as pessoas estão dispostas a participar somente para ajudar de forma desinteressada.

Como a mídia social tornou-se a nossa principal fonte de informação e de opinião, as pessoas estão mais intolerantes com canais de mão única.


Elas se perguntam: "Por que eu deveria investir meu precioso tempo e sinceridade para responder questões feitas por alguma pessoa ou empresa que eu nem mesmo sei quem é exatamente?"

O envio de um tweet ou postar um comentário no Facebook é muito mais gratificante para os consumidores de hoje, que obtém feedback em tempo real a partir de amigos também consumidores, e muitas vezes da própria marca, como uma recompensa pelo o esforço de comentar em primeiro lugar.

A antiga pesquisa de mercado, embora ainda importante, carece de gratificação instantânea e interpessoal que a mídia social fornece facilmente.

Enquanto isso, apesar dos melhores esforços das empresas especializadas em pesquisas, os resultados não são mais vistos como plenamente confiáveis.

O Big Data também está reduzindo a necessidade de pesquisas. Por que perguntar às pessoas o que elas gostam, o que elas fizeram, ou o que elas pretendem fazer quando você pode aprender ou prever as respostas para todas essas perguntas pela compilação e análise das massas de dados comportamentais que já estão disponíveis?

O Big Data não sugere que as vozes dos consumidores, opiniões e comentários não são mais necessárias. Pelo contrário, a parceria com os consumidores é mais essencial do que nunca se as marcas realmente querem permanecer relevantes e tendo seus produtos desejáveis pelos consumidores.

Essa nova forma de se fazer pesquisas, no meio digital, significa que podemos nos engajar com os consumidores de uma forma mais recíproca, dinâmica e democrática.

Essa é a chave para um relacionamento mais saudável, mais durável. Nas redes sociais, há um conjunto de ferramentas em constante evolução que permitem que marcas captem a vontade dos clientes sem que estes tenham que investir seu tempo analisando um conjunto de perguntas e respostas previamente elaboradas.

As marcas mais inovadoras descobriram que através das novas tecnologias, podem não só entender as verdadeiras prioridades dos consumidores, mas também impulsionar mudanças reais em sua abordagem.

  

 

 

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