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Faremos upload de nossas mentes para computadores em 2045



Faremos upload de nossas mentes para computadores em 2045 e os nossos corpos serão substituídos por máquinas dentro de 90 anos, afirma especialista do Google.

Ray Kurzweil, diretor de engenharia da Google, acredita que seremos capazes de fazer upload de todo o nosso cérebro para computadores dentro dos próximos 32 anos - um evento conhecido como 'SINGULARITY'. As 'frágeis' partes do corpo humano serão substituídas por máquinas na virada do século. E se essas previsões se tornarem realidade, poderiam fazer os seres humanos imortais.

Em pouco mais de 30 anos, o homem será capaz de fazer upload de suas mentes para super-computadores e tornar-se imortal digitalmente - em um evento chamado 'SINGULARITY' (singularidade) - de acordo com um visionário do Google.

Ray Kurzweil, diretor de engenharia da Google, também afirma que as partes biológicas do nosso corpo serão substituídas por peças mecânicas e isso poderia acontecer por volta de 2100. Kurzweil fez as afirmações durante o seu discurso na conferência 'Congresso Internacional Global Futures 2045' em Nova York. A conferência foi criada pelo multimilionário russo Dmitry Itskov e contou com palestras visionarias sobre como será o mundo em 2045.

Segundo Kurzweil: "Com base em estimativas conservadoras da quantidade de computação que você precisa para simular funcionalmente um cérebro humano, nós seremos capazes de ampliar o alcance de nossa inteligência em um bilhão de vezes. "Ele se referiu à Lei de Moore, que afirma que o poder da computação duplica, em média, a cada dois anos, citando os desenvolvimentos de sequenciamento genético e de impressão 3D. No livro de Kurzweil, The Singularity Is Near, ele demonstra este desenvolvimento rumo a singularidade em um gráfico.

Mas o que é exatamente SINGULARITY?

Singularidade tecnológica é o desenvolvimento de "superinteligência" provocada pelo uso de tecnologia. O primeiro uso do termo "singularidade" referindo-se às mentes tecnológicas foi pelo matemático John von Neumann, em meados dos anos 1950.

Ele disse: 'parece possível acelerar o progresso da tecnologia e alterando de tal forma nossa condição humana, o que sugere uma aproximação de uma espécie de singularidade inédita na história da raça além na qual os aspectos humanos, como nós os conhecemos, certamente seriam interrompidos'.

O termo foi, então, utilizado pelo escritor de ficção científica Vernor Vinge que sugeriu que as interfaces believesbrain-computer concretizariam o conceito da singularidade como descrito por Neumann.

Imortalidade digital

Ray Kurzweil citou o conceito que Neumann escreveu em um prefácio para o clássico de "o computador e o cérebro". Kurzweil prevê que a singularidade poderá ocorrer em torno de 2045, enquanto Vinge prevê que vai acontecer antes de 2030. Essa singularidade é também referida como a imortalidade digital, porque o cérebro e inteligência de uma pessoa serão armazenados digitalmente para sempre, mesmo depois que ela morrer.

Ele também acrescentou que isso será possível por meio de engenharia neural fazendo referencia também aos avanços recentes feitos para modelar o cérebro e tecnologias que podem substituir as funções biológicas. Exemplos deste tipo de tecnologia dadas pela LiveScience incluem o implante coclear - um implante que está ligado ao nervo coclear do cérebro para estimula-lo eletronicamente para restaurar a audição de alguém que é surdo. Outros exemplos incluem a tecnologia que pode restaurar habilidades motoras após o sistema nervoso ser danificado.

No início deste ano, os médicos da Universidade de Cornell usaram a impressão 3D para criar uma prótese de orelha usando células de cartilagem. Um molde de plástico sólido foi impresso e, em seguida, preenchido com colágeno, uma espécie de gel de alta densidade de células de cartilagem.


 Versões digitais de seres humanos

Kurzweil foi convidado para a conferência, por já ter publicado alguns livros em torno da ideia da 'singularidade'. Ampliando o tema Martine Rothblatt, CEO da empresa de biotecnologia United Therapeutics propôs a ideia dos "mindclones". Os "mindclones" seriam versões digitais de seres humanos que poderiam viver para sempre e criariam 'mindfiles "que são um local para armazenar aspectos de suas personalidades, que posteriormente seria executado em uma espécie de software para a consciência: 'A primeira empresa que desenvolver um sistema de mindware terá [tanto sucesso como] mil Googles', declarou ao Huffington Post. Rothblatt acrescentou ainda que o mindware poderia levar à substituição de outras partes do corpo por órgãos "não-biológicos".

Este é um conceito que Kurzweil também discutiu e foi a base do seu livro Viagem Fantástica. Neste livro, ele discute a imortalidade e como ele acredita que o corpo humano irá se desenvolver. Ele disse: "Estamos caminhando para nos tornarmos criaturas não-biológicas, um ponto onde a parte não-biológica será a dominante e a parte biológica não terá mais importância.

Criar corpos com nano tecnologia

"Na verdade, a parte não-biológica - a parte da máquina - será tão poderosa que poderá dominar e entender completamente a parte biológica. Desta forma, mesmo que a parte biológica morra, isso não fará nenhuma diferença. Como teremos corpos não-biológicos - poderemos criar corpos com nano tecnologia, corpos virtuais em realidade virtual em que a realidade virtual será tão realista quanto a realidade material.

"Os corpos virtuais serão tão detalhados e convincentes como corpos reais. Nós precisamos de um corpo, a nossa inteligência é direcionada a um corpo, mas ele não precisa necessariamente ser esse corpo frágil, biológico que está sujeito a todos os tipos de falha. Eu acho que podermos escolher nossos próprios corpos, vamos certamente estar mudando rotineiramente nosso corpo através da realidade virtual, hoje você pode ter um corpo diferente em algo parecido com o Second Life, mas é apenas uma imagem na tela".

"A pesquisa mostrou que as pessoas realmente começam a identificar-se subjetivamente com seu avatar. Mas no futuro não será uma pequena imagem em um ambiente virtual que você estará olhando. Você vai sentir como o seu próprio corpo e você estará naquele ambiente e seu corpo será o corpo virtual e poderá ser tão realista quanto a realidade material. Então nós vamos ser rotineiramente capazes de mudar nossos corpos muito rapidamente, assim como os nossos ambientes virtuais".

A próxima expansão do nosso córtex frontal

"Nós teremos milhões de ambientes virtuais para explorar que vamos expandir nossos cérebros literalmente - agora só temos 300 milhões de padrões organizados em uma grande hierarquia que nós mesmos criamos. Mas é possível que multipliquemos isso exponencialmente para 300 bilhões ou 300 trilhões. A última vez em que houve uma expansão do nosso córtex frontal fomos capazes de criar a linguagem as artes e a ciência. Basta pensar nos saltos qualitativos que não podemos sequer imaginar hoje, na próxima vez em que novamente expandirmos nosso córtex".

 

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