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Nitinol - a liga metálica que possui memória

Uma liga metálica que tem memória

Há quem diga que o metal do futuro é o Grafeno, mas quem se não lembra do T1000, a máquina enviada do futuro, composta por uma liga metálica que podia assumir qualquer forma, a ideia de uma inteligência artificial com este poder de fato seria bem assustadora, se fosse mesmo possível construir algo assim.

Se fosse? Pois saiba que já existe uma liga metálica que pode assumir determinadas formas com base em um 'memória', isso mesmo, a tal liga metálica pode gravar uma forma e quando posterirormente exposta a uma temperatura específica que tanto pode ser quente ou frio, ela assume a forma para a qual foi programada.

Fantástico não é mesmo? Por enquanto o material só pode fazer isso, mas imagine o que acontecerá quando 'eles' conseguirem inserir vários tipos de memórias de maneira que a liga metálica possa escolher qual das formas irá assumir.

Nitinol, este é o nome do metal que pode literalmente ser usado num futuro não muito distante para... quem sabe construir uma unidade T1000...

O Nitinol é composto por 45% de Titânio e 55% de Níquel - [Ni-Ti], já a última sílaba do nome (nol) vem do laboratório onde foi desenvolvido, o Naval Ordance Laboratory - NOL.

O milagre se dá através de duas propriedades muito peculiares, o efeito térmico de memória e a super-elasticidade, ou pseudo-elasticidade.

O efeito de memória é a capacidade do composto de sofrer alterações de forma, quando exposto a um certa temperatura, retornando à sua forma original quando aquecido.

A superelasticidade opera em uma faixa muito pequena de temperatura, fazendo com a liga seja capaz de se deformar, mas sem apresentar alteração de aparência, cerca de 10 a 30 vezes, o que certamente causaria um colapso em materiais mais comuns.

Mas se engana quem pensa que essa tecnologia é coisa recente, ela já está entre nós a décadas, lembra quando falei 'neles'? Pois é, 'eles' escondem isso do público em geral e isso não é nenhuma novidade certo?

O Nitinol foi descoberto em 1962 no laboratório citado acima, porém seu uso comercial só começou mesmo uma década mais tarde.

Hoje ele ainda é usado apenas no segmento da biomedicina com ênfase na fabricação de 'stents', utilizados nas cirurgias cardiovasculares, onde uma mola feita de Nitinol, é introduzida numa artéria obstruída sendo que na sequência esse objeto é 'aquecido' para que se expanda fazendo com que o vaso seja desobstruído.

As possibilidades de aplicação na biomedicina são realmente incríveis e dignas de ficção científica, como por exemplo músculos artificiais construídos com este material.

Ainda não é possível encontrar facilmente o Nitinol no mercado e uma das explicações pode estar ligada ao alto custo de industrialização do mesmo. Mas como dissemos no início, dentro de alguns anos... T1000. Imagine só.

 

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